sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Tudo por uma mudança - Parte II

Postado por Mila Viegas às 09:29

A primeira mudança aconteceu quando eu me casei. Saí da casa dos meus pais levando apenas alguns objetos pessoais e parte do enxoval. Até que não foi tão mal. Tudo novinho para uma nova vida... É uma sensação muito bacana cozinhar num fogão que acabou de sair da caixa, dormir numa cama com cheiro de plástico-bolha, estrear o controle remoto da TV... Chegar da noite de núpcias e encontrar a casa todinha pronta, cada coisa em seu lugar. Maravilha! Até que...

Três anos depois eu decidi que queria me mudar, ir para uma casa maior. “Por quêêêêêê???”, era a pergunta que todos me faziam. E eu simplesmente queria me mudar, ter novas experiências. Mal sabia eu que aquela decisão renderia tantas outras mudanças.

Não ficamos muito tempo na casa nova... Literalmente nova porque tinha acabado de ser construída. Mas, como a vida é mesmo uma caixinha de surpresas, precisamos nos mudar de cidade. Nisso, eu já tinha herdado alguns móveis (leia-se “cacarecos”) de família e não queria ir para a próxima residência com tudo aquilo onde nada combinava com nada. O prazo era curto, porém decidimos reformar toda a mobília da sala num faça-você-mesmo repleto de experiência-nenhuma. E toca a reunir a família... A mulherada toda animada! Pobre adora um mutirão! Rsrsrs.

Era a primeira vez na minha vida que eu moraria num apartamento. Além de ser no último andar estava todo destruído. O que sobrou do carpete precisou ser retirado, pois parecia que alguém havia soltado um leão lá dentro. Descobrimos um piso que daria para reaproveitar e o mutirão inteiro, munido de querosene e milhões de outros solventes, jogado ao chão esfregando restos da cola do carpete.

Sinceramente, eu não sei explicar como que em 15 dias conseguimos fazer pátina em todos os móveis da sala (mesa de jantar, sofá de madeira, mesinhas de canto, pequenas estantes- ainda rolou pátina em banquinhos, mesa da cozinha), pintar o apartamento (compramos faixas decorativas, misturamos cores de tinta), consertar vazamentos e fazer a mudança. Meu marido quase pariu um gato quando viu que a sala inteira estava rosa e amarela... Sim, porque do processo de “restauração” da mobília ele não participou, só as "meninas" foram convocadas para essa missão.

Eu e meus cunhados fizemos muitas viagens num fiat uno branco abarrotado de vasos de plantas e alguns cacarecos reformados com o suor do nosso corpo. Pobre é assim e ainda grita: O QUE DÁ PRA LEVAR DENTRO DO CARRO... LEVAAAA!!! Lógico que a gente não ia correr o risco dos trogloditas-do-caminhão-de-mudança machucarem uma plantinha ou arranharem a nossa pátina rosa. Nem pensar!

No final deu tudo certo e passamos alguns bons meses nos sentindo dentro de uma casinha de bonecas. Porém, no verão seguinte...

1 comentários:

Lucia Maria disse...

Ai, Mi, as pessoas me chamam de louca, mas eu adoro uma mudanca, hahaha!

bjos

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