sábado, 14 de janeiro de 2012

Tudo por uma mudança – Parte III

Postado por Mila Viegas às 10:22

... No verão seguinte... Ah, no verão seguinte rolou um papo rápido sobre como seria bom morar ainda mais próximo do trabalho. Que tal nos mudarmos efetivamente para aquele bairro? Isso nos levaria a mais uma mudança de cidade, mas estávamos praticamente na “fronteira”. Foi tudo muito rápido (como sempre) e quando nos demos conta a casa inteira já estava encaixotada e desmontada.

De um apartamento em Niterói para outro situado no coração do Rio de Janeiro. Só que teve um detalhe importante: a mudança aconteceu em pleno sábado de carnaval! Hã?!?! O caminhão disputava espaço com os carros alegóricos das principais escolas de samba do Rio, ruas interditadas, engarrafamentos, prazos. Eu explico: fui para o apartamento antes de a mudança chegar com o intuito de deixar tudo organizado para recebê-la. O marido estava de carona no caminhão. O nosso novo prédio tinha uma regra: mudanças só poderão ser realizadas até às 17h. Já passava das 4 da tarde quando o meu celular tocou e meu marido avisou que não tinha previsão para chegar já que o trânsito estava caótico.

Sentei na calçada e esperei... esperei... esperei... Sr. Antônio, o porteiro, chegou cabisbaixo, dizendo entre os dentes: “Dona, sinto muito te dizer isso, mas sua mudança não poderá ser realizada”. CUMÉ QUIÉ, SEU ANTÔNIO???? Assim, ele levantou o dedo indicador e apontou para a placa que dizia: “Caros condôminos, gentileza respeitar o horário máximo de mudanças: 17h”.

Não, seu Antônio... Não pode, seu Antônio... “Ordens da síndica!”... Pô, seu Antônio, quebra essa!... “Não é que eu não queira, é que eu não posso”... Como não pode, seu Antônio?! Tem que poder...

Expliquei que o caminhão estava a caminho, mas por conta do carnaval a coisa chegou naquele pé e bla bla bla. Finalmente, às 18h o caminhão estacionou em frente ao prédio. Confusão formada! A síndica, nada amiga, nada compreensiva, nada simpática, estava de braços cruzados na portaria. “Não passa!”.  E foi um tal de passa e não passa que nem o horário de verão perdoou e o céu já começava a querer escurecer.

Senhora, pelamordedeus, enquanto estamos nesse passa-não-passa a hora tá passando!” Não lembro como conseguimos chegar num acordo, mas tudo passou, inclusive o tempo...

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