segunda-feira, 18 de junho de 2012

Quem não tem colírio usa óculos escuros...

Postado por Mila Viegas às 15:14 0 comentários
Imagem daqui!
Fase complicada de doenças aqui em casa. Agora chegou a minha vez de guerrear contra uma conjuntivite viral que se apossou do meu ser desde o dia dos namorados (é mole?!). Começou como toda conjuntivite começa: coceira no olho (meu caso foi o esquerdo), ardência, desconforto e bla bla bla. Desde criança que não tenho isso, mas assim que surgiram os sintomas eu reconheci a moléstia.

Já sabia de parte do diagnóstico quando, no mesmo dia, cheguei ao Hospital de Olhos. O médico pingou um coliriozinho colorido e pôs um "holofote" no meu olho. O maior desafio é que eu já estava com uma sinusite de matar, então juntou tudo. Munida dos meus lencinhos de papel, assuava o nariz e a coriza vinha tingida de amarelo-limão (cor do tal colírio). Resultado inicial: 04 dias afastada do trabalho.

Confesso que foram os piores quatro dias da minha vida nesses últimos meses. Fiquei de cama, com um olho fechado e o outro aberto, pálpebras inchadas e sensíveis, fotofobia, ressecamento, colírios de 4 em 4 horas (6 da manhã, 10 da manhã, 2 da tarde, 6 da tarde, 10 da noite e 2 da manhã) sem descanso, sem pular horários... Tudo acreditando que hoje eu estaria 100%.

Foi piorando, piorando e... Contaminou o olho direito. Era o que faltava!

Voltei ao hospital no sábado (dia 16). Novamente o coliriozinho colorido e o médico nada otimista:

- Senhora, não vou mentir, mas vai piorar!

Epa, como assim? Realmente percebi que não estava melhorando nada. E, foi então que ele diagnosticou a presença do tal vírus que tem deixado boa parte da população enxergando embaçado (epidemia braba).
Resultado: mais 07 dias afastada do trabalho.

Por incrível que pareça, apesar da minha fama de bagunceira, sou muito organizada no trabalho. Sei de tudo o que acontece, porque mantenho minha agenda sempre atualizada. Anoto o que foi feito, o que ficou por fazer, o que é prioridade e tudo o mais. Assim, entre mortos e feridos, meus alunos não ficaram na mão. Como eu gostaria de poder continuar com minha rotina cansativa e estressante! Saudades de tudo isso.

Hoje precisei levar meu filho para a escola (ele faltou 03 dias por minha causa). Tive que dirigir mesmo com os olhos inchados e doloridos... E assim será por toda essa semana. Tenho procurado me manter isolada das pessoas para não transmitir a doença e tomado certos cuidados para que meu filho não a contraia. Santa Luzia, rogai por nós!

Não sei dizer ao certo o que tem sido pior nisso tudo. Essa conjuntivite tem acabado comigo. Dores no corpo, garganta inflamada... Só não tive febre, graças a Deus! Então, estou à base de colírios, compressas e analgésicos. O ruim da conjuntivite viral é que não existe tratamento específico, se fosse bacteriana eu já estaria boa faz tempo. Quarta-feira, dia 20, terei que voltar ao hospital para uma nova análise, rezando para não precisar fazer raspagem.

É uma pena! Hoje era o dia de ir para o atelier pintar um bocado, mas nem posso fazer isso nem em casa, já que a minha visão está bem comprometida. Venho ao computador o mínimo possível. Na verdade, só venho para não passar muito tempo deitada e piorar as dores no corpo. Não posso ler livros, nem assistir tv por muito tempo... não posso deitar em qualquer posição por causa da pressão nos olhos. Não posso limpar minha casa, nem fazer comida, nem cuidar do meu jardim. Em momentos assim, a única coisa que posso fazer é SER e me manter otimista.

Colírios, óculos escuros e um sistema imunológico em guerra!!

domingo, 10 de junho de 2012

E em plena sexta-feira...

Postado por Mila Viegas às 19:58 1 comentários

from google



... fiquei de molho total!

A sinusite piorou horrores. Joguei minha carcaça na cama e fiquei em companhia dos meus inseparáveis lencinhos de papel. Eu tinha alguns planos, um deles era terminar dois quadros, mas do jeito que o nariz estava em estado lastimável resolvi não atiçar minha áreas odoríferas já obstruídas com o cheiro da tinta a óleo. Não pintei L!

A chuva não deu tréguas e o máximo que consegui fazer foi lavar a louça do almoço. Eu daria tudo e mais um pouco por uma sexta-feira ensolarada, mas fiquei feliz pela terra molhada e pelo meu jardim que ainda guarda muitas promessas coloridas.

Em um dos lados do pergolado que estamos construindo na lateral da casa onde ficará o canil (a tão esperada casinha própria de três dos cinco cachorros), os dois-amores estão florescendo em mil tons de rosa. Fadas e gnomos já foram convidados a habitarem o local.

Feriado... chuva com rajadas de vento e a busca incansável pelo caminho que leva à Nárnia.

Postado por Mila Viegas às 19:39 0 comentários

google


E aqui na Terra do Sol, o astro-rei resolveu tirar férias lá em Recife (como disse a minha amiga Yara) e me deixou com cestos transbordantes de roupas sujas. Como lá fora o vendaval corria uma maratona e a chuva estava encharcando até os passarinhos, resolvi tentar encontrar o caminho para Nárnia no meu closet.

Gente, quando eu abri a porta do closet, a primeira coisa que me veio em mente foi: “Será que eu sou uma daquelas pessoas acumuladoras que aparecem na televisão?”... Estava um fuzuê de meter medo! Eu mal conseguia transitar e enxergar o carpete. Malandramente, comecei a arrumação de fora para dentro, ou seja, arrumei o quarto, troquei as roupas de cama, varri, passei aspirador de pó... pra dizer a verdade, varri até as paredes... hehehehe. Em seguida, parti para o banheiro da suíte. Deixei a bancada da pia brilhando, arrumei todos os creminhos, perfumes, etc. e tal.

Aos poucos, fui reunindo coragem e força para atacar o closet caótico. Em pleno feriado éramos eu e uma sinusite nojenta que resolveu me atacar. Meu nariz estava tão vermelho que me senti o próprio Rudolf (A Rena “viada” do nariz vermelho, lembra?). No rádio, tocava músicas das antigas. Vassouras de um lado, aspirador do outro, lencinho para assuar o nariz de vez em quando, sacolas para separar o “joio do trigo”... Nárnia aí vou eu!

Primeiro, consegui localizar o carpete. Várias meias órfãs ficaram reunidas num canto, num espaço destinado a elas na esperança de algum dia encontrarem seus pares perfeitos. Algumas viraram paninho de tirar poeira, outras acabaram tendo que se contentar com outros pares meio tortos. Enfim... a empreitada foi mais rápida do que eu pensei. Não encontrei o caminho para Nárnia, mas consegui me encontrar numa organização básica.

Lá fora, as árvores uivavam ao sabor do vento forte, a chuva respingava nas vidraças, as ondas do mar pareciam quebrar no meu quintal. Aqui dentro só calmaria, aquela paz com cheiro de lavanda. E foi assim que a quinta-feira passou. 
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