terça-feira, 22 de julho de 2014

Mudança de hábitos - Parte I

Postado por Mila Viegas às 13:55 0 comentários
Imagem daqui!
As férias de inverno estavam se aproximando e a casa estava um pandemônio. Eu estava vivendo um caos em muitos sentidos: pós-graduação, trabalho, projetos, filho, cães e gato. Meu marido sugeriu procurarmos uma faxineira, mas eu sempre fui relutante em relação a isso. Eu sabia que algo precisava acontecer, uma mudança significativa de hábitos, uma reviravolta nas atitudes.

Todas as noites a família se reúne à mesa da copa para contar sobre como foi o dia, amenidades, etc. e tal. Então, numa sexta-feira (coincidentemente no dia em que estávamos fazendo 16 anos de casamento) resolvemos tocar no assunto melindroso: organização da casa. O marido insistia em relação à faxineira e eu remava contra essa maré. O fato é que além de ter que administrar alguém estranho dentro de casa mexendo nas nossas coisas, se não deixássemos de ser bagunceiros estaríamos jogando dinheiro fora contratando alguém. Concordamos que estava faltando planejamento e cumprimento de metas. Concordamos também que não adiantaria chamar a faxineira se a casa não estivesse em ordem.

A última semana antes das férias seria perfeita para colocar o plano em ação. Primeiro porque eu ainda estava trabalhando e as aulas da pós haviam recomeçado. Segundo porque seria interessante ver a dinâmica da organização acontecer em meio à rotina frenética de fechamento de semestre, aulas, prazos, etc. Ou seja, o ideal é que nós não esperássemos as férias para começar as mudanças, pois caso contrário seria muito fácil e, além disso, os momentos de descanso não existiriam.

No final da semana antes das férias resolvi sentar à mesa munida de papel A4 e caneta. Comecei a esboçar um cronograma dando prioridade às áreas críticas. Minha casa é bem grande e fazer tudo num só dia seria humanamente impossível. Após o cronograma esquematizado, a família se reuniu à mesa mais uma vez e conversamos sobre a manutenção das áreas que começariam a ser organizadas.

Eis o que rolou na primeira semana:

14 de julho (segunda-feira)
Fiz dois turnos no trabalho. Saí de casa cedo e só retornei às 16h. No cronograma estavam listados: Lavar o banheiro da suíte (crítico), Lavar roupas e Lavar a louça (crítico). Confesso que passei mais de duas horas no banheiro enquanto as roupas batiam na máquina de lavar. Em seguida, lavei e organizei toda a louça, deixando à mão apenas copos, pratos e talheres suficientes para três pessoas.

15 de julho (terça-feira)
Neste dia estou de folga, mas o filho tem atividades pela manhã além da escola. Cheguei em casa por volta das 11 da manhã e os pontos críticos listados no cronograma eram: lavar a cozinha e a área de serviço. Aproveitei a água da máquina de lavar para limpar esses dois cômodos, enquanto mais roupas eram lavadas. Fiz a manutenção da louça (só tinha as do café-da-manhã), troquei a areia do gato e limpei o lavabo.

16 de julho (quarta-feira)
Fui trabalhar pela manhã e quando retornei à casa fui direto limpar a geladeira. Nesse meio tempo, aproveitei para fazer a manutenção das louças e separei roupas sujas. Lavei algumas roupas. Enquanto isso, limpei o fogão. Iniciei a arrumação do closet (estado crítico e não seria possível fazê-lo de uma só vez). Em seguida, precisei fazer coisas referentes ao meu trabalho e à pós-graduação.

17 de julho (quinta-feira)
Trabalhei pela manhã. Retornei à casa e dei atenção à pós-graduação e tarefas referentes ao trabalho. Iniciei a limpeza da sala que é a maior área da casa. Eu não havia planejado mudar os móveis de lugar, mas acabei me empolgando e fiz isso. Limpei o lavabo novamente e fiz a manutenção da louça. Lavei mais um bocado de roupas.

18 de julho (sexta-feira)
Trabalhei pela manhã. Retornei à casa e dei atenção à pós-graduação. Fiz a manutenção da cozinha incluindo louças, fogão, bancadas e chão. Lavei mais roupas e fiz a manutenção da área de serviço. Limpei os vidros da sala (parte de dentro). Varri a escada de acesso ao segundo andar.

19 de julho (sábado)
Varri o primeiro andar. Lavei roupas. Fiz a manutenção das louças. Troquei as toalhas de banho. Fiz a manutenção do lavabo. Organizei embaixo da escada.

20 de julho (domingo) - Férias
Apenas fiz a manutenção da cozinha e limpei a areia do gato. Recebemos visitas.

21 de julho (segunda-feira) - Férias
Apenas fiz a manutenção da cozinha. Achei que merecia um descanso.

Nada de neurose! Por enquanto o cronograma está sendo cumprido como dá. Há momentos em que é preciso fazer um remanejamento das tarefas e os cômodos que foram limpos e organizados da melhor forma, continuam assim faz 8 dias. Ainda há alguns pontos críticos que entrarão em novo cronograma. É possível mudar hábitos quando se está determinado a isso e valorizar o trabalho de todos em relação à manutenção.

Quando temos uma casa grande e/ou temos pouco tempo é importante trabalhar em etapas. É possível fazer isso! Por mais que existam dicas de organização aos montes por aí (e são muito válidas, diga-se de passagem) precisamos adequá-las de acordo com a nossa realidade/necessidade. Poucas horas ou minutos por dia podem ser o suficiente. Aos poucos vamos acabando com os pontos críticos e apenas fazendo a manutenção. Agora, estou com tempo até para ler um bom livro, tirar uma soneca e assistir TV.

Experimenta!



sábado, 6 de outubro de 2012

Eu sei... Eu sei... Eu sei...

Postado por Mila Viegas às 21:53 2 comentários
Olá gente boa!

Começo este post cantando Marisa Monte, especialmente por saber (ou melhor: reconhecer) que quase não tenho escrito aqui no blog. Mil desculpas... ♥... Eu sei, eu sei, eu sei, meu bem. ♫♪

A novidade é que hoje ganhei um lindo presente. Miudinho, peludinho, e que mia, mia, mia sem parar. Adivinhou?



 Conheçam o Monet, meu gatinho sem raça definida que parece misturado com siamês (vamos ver quando ele crescer mais um 'cadin').

Confesso que estava sentindo muita falta de um felino para se esfregar nas minhas pernas pra lá e pra cá. Confesso que eu estava louca para encontrar um fofinho carinhoso feito ele. Então, deixa eu contar como foi:

Meu marido saiu hoje cedo para lavar o carro, me deixou aninhadinha no edredom curtindo um sono raro nos dias de semana (sábado eu aproveito para dormir até não poder mais). Assim que ele chegou em casa, me gritou lá da garagem: "Morrrrr, corre aqui pra ver uma coisa urgente!". Cheguei esbaforida, de camisola, com os cabelos todos desgranhados. Aí ele abriu a porta do carro e Monet estava no banco do carona. Ele me contou que o encontrou miando muito na beira da estrada (tão pequeno!) e uma senhora tentava de todos os jeitos fazer com que ele não fosse para a rua. Ela disse que não poderia ficar com ele, pois não mora na cidade e já tem 3 gatinhos em casa. Como sei muito bem que o acaso não existe e dia desses eu estava mesmo paquerando umas fotos de gatinhos parecidos com o Monet, acredito que ele nasceu para ser meu. Foi amor a primeira vista... e foi recíproco!

Eis o membro mais novo da nossa trupe, pois aqui tem mais bicho que gente... kkkkkkk... Porque os amamos e porque somos loucos uns pelos outros!

Neste meio tempo, a reforma da sala continua. Paredes sendo pintadas, paredes sendo cortadas e bla bla bla. Em breve teremos uma cadeirinha charmosa todinha repaginada para ficar num cantinho especial (o antes e o depois você vai ver aqui!). E, com feriadão chegando, muita coisa vai rolar.

É isso!

Para terminar tão bem como comecei, voltemos à Marisa Monte:

Monet cantando pra mim...


Um dia eu vou estar a toa e você vai estar na mira
Eu sei que você sabe que eu sei que você sabe que é difícil te dizer
O meu coração é músculo involuntário e ele pulsa por você
Um dia eu vou estar contigo e você vai estar na minha...



terça-feira, 11 de setembro de 2012

Casa com alma!

Postado por Mila Viegas às 14:28 0 comentários
Google Images
Preciso de uma tela para compor uma parede relativamente grande onde fica o meu sofá. Pensei em mil coisas, desde um abstrato até paisagens de tirar o fôlego. Não, não é todo abstrato que combina comigo e ainda não chegou o momento de colocar um em alguma parede daqui. Não, fazer uma bela paisagem seria perder tempo numa competição desleal, já que o cenário que vemos quando nos jogamos de corpo e alma no sofá da sala de estar é incrivelmente belo, mutante, chova ou faça sol.

Nem abstrato, nem paisagem. O que seria?

Todo esse conflito interno motivou uma busca. Busca por inspiração, troca de ideias calorosas (regada à um cafezinho, é claro!)... E neste pensa daqui, dialoga dali, cheguei a conclusão do que pintar: um impressionismo repleto de significados. Mas isso é um papo futuro, para quando a parede estiver pronta, a tela estiver pronta... Isso é para quando o sol nascente transformar as vidraças em prismas a jorrar luz em todas as direções.

Eu recrio meu mundo, meu espaço. Eu componho lentamente minha casa com as coisas que gosto, mesmo que destoem do estilo moderno de sua arquitetura. Minha alma é campestre, mas vivo no mar... E, de certa forma, consegui a minha floresta particular de onde posso avistar montanhas que se mesclam com ilhas, horizonte a me trazer todo o Oceano Atlântico.

Pensando nesta tela, buscando o que fazer em 100 x70cm de mil possibilidades, percebi que o espaço que escolhemos para viver com a nossa família é sim um templo sagrado. Nele vivem nossos amores, nossas cores preferidas, os aromas... Tudo nele deve ser especial.

Ouço tanta gente dizer: "Quando eu tiver a minha casa...!" Ora, a sua casa é onde você estiver. É onde você reúne tudo aquilo que tem significado para você. Se a casa dos seus sonhos ainda não chegou, se o seu lar se resume a apenas 01 cômodo, se você não tem no momento uma sala ou uma cozinha para chamar de sua... Ora... Faça o melhor, ao menos, pelas paredes que cercam a sua privacidade. Invente recortes, renove a cor, colecione molduras, quadros, fotografias; traga pro seu espaço tudo aquilo que se afine com sua alma. Não espere!

Minha casa é onde a minha família brinda comigo, é onde navego em mim mesma.
Minha casa é o farol que me guia nas tormentas... É o jardim onde colho as margaridas que plantei em estações passadas.

Etapas da reforma...

Postado por Mila Viegas às 12:25 0 comentários
No post anterior eu contei a saga do "tantinho" de textura que faltou para completar a parede. Pois bem, problema resolvido e, como uma coisa leva a outra, continuamos...

1. Tela em comemoração aos 500 anos do Brasil da artista plástica Meg Carvalho -  Aguardando ser pendurada na parede!
2. Cadeira da "vovó", presente da dona Marlene (mãe da minha querida Liane) - esperando ser reformada. Utilizaremos um tecido mais claro no estofado com botões forrados (em breve).
3. O chão de ardósia que também passará por uma boa reforma, mas só após terminarmos as paredes.

Plaquinha do lavabo - Leroy Merlin R$ 9,90

Eis que ainda falta muito para fazer, mas aos poucos a sala está ficando do nosso jeito. Optamos por colocar a mão na massa... O tal do "Faça você mesmo"! Por mais que dê um trabalho imenso e nos deixe exaustos, essa é a nossa casa, o nosso estilo, o nosso jeito de ser. Não há nada mais gratificante.

Começar uma reforma pelas coisas simples renova o astral de qualquer um... renova as energias da casa. Primeiro a gente pensa que é uma boa terapia, depois vira um vício delicioso. 

Aguardem as cenas dos próximos capítulos!


terça-feira, 28 de agosto de 2012

Lei de "Smurf" cor de goiaba!

Postado por Mila Viegas às 14:04 0 comentários
Era uma vez 14L de textura que ficaram quase 01 ano aguardando uma parede que dissesse: "- Me lambuza toda! Me arranha! Me restaura inteirinha!". Eis que numa tarde de domingo, a parede do hall onde fica o lavabo se rendeu a tentação da textura cor de goiaba.

Já fazia um tempo, ou para ser mais exata, fazia 07 anos que ninguém aqui de casa aplicava textura. Mas, isso não foi impedimento para iniciar a aventura de melhorar uma das dezenas de paredes que precisam de uma recauchutada aqui na Mansão 'super' Bem Assombrada dos Viegas. O pensamento foi: "Bom, se a gente fizer essa parede ficar linda, vai dar motivação para reformar as outras!". Confesso que realmente deu um ânimo.

Quando começamos a aplicar a tal textura, percebi que talvez aqueles 14L não seriam suficiente para cobrir toda a parede. Fiquei imaginando ter que comprar outro "baldão" daquele e correr o risco de a cor vir ligeiramente diferente devido à mudança do lote. Até aí tudo bem! Nada que um móvel, uns quadros, algum artifício decorativo não disfarce.

Mas vamos deixar de bla bla bla e passar logo para as imagens...
Momento em que eu achei que a textura não fosse dar!

Na foto a cor parece puxada para o coral, mas eu achei (ao vivo) que tem mais a ver com o goiaba.


E assim, caros leitores, num puxa daqui estica dali... No afã de conseguir completar a parede inteira com os tais 14L da textura, eis que surge Murphy - que eu carinhosamente apelidei de Smurf para abstrair o ódio mortal da parede no final das contas.
Reparem no tantinho que faltou para acabar a parede!!! #ninguemmerece

Fabio tentando esconder a parte inacabada da parede com o balde de textura... rs

Resumo da ópera: adquirir mais textura, terminar a parece e torcer para a cor não vir tão diferente da que está! 

Aguardem cenas dos próximos capítulos...

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Lá e de volta outra vez... com novidades!!!

Postado por Mila Viegas às 13:44 0 comentários
Oi gente! Voltei...

Bom, mas não vou ficar de bla bla bla explicando os motivos do sumiço. Vim falar sobre o meu mais novo projeto: sementeiras.

Faz um tempão que estou a fim de comprar aquelas sementinhas que vendem num saquinho para ter a experiência de vê-las germinar. Aliás, este é um bom método para exercitar a paciência e confesso que estou amando.

Assim fui toda serelepe comprar algumas sementinhas de flores, pois aqui em casa é tudo muito verde e sinto falta do colorido. Acabei ganhando umas sementes de tomates e pimentões. Comprei também terra adubada para iniciar meu plantio, mas não comprei aquelas sementeiras (as bandejinhas próprias para isso).

Quando cheguei em casa pesquisei sobre as necessidades de cada espécie que adquiri, entre elas: Balsamina, Dália, Crisântemo, Zínia, etc. Vi tudo sobre as condições de germinação, etc e tal. Daí me lembrei que eu guardo caixas de ovos e também tenho copinhos descartáveis de café. Vi a possibilidade de transformá-los em sementeira e fiz a experiência.

(Lembrando que é preciso ver as especificações no verso do saquinho de cada semente e, além disso, a sementeira não deve ser furada no fundo... Mantenha sempre a terra úmida - não abuse na rega! Para conseguir isso, ou seja, não afogar as pobrezinhas, eu uso um borrifador sempre que vejo a necessidade de umedecer a terra.)

Olhem que fofura os meus tomateiros em pleno desenvolvimento:


terça-feira, 3 de julho de 2012

Visão além do alcance!

Postado por Mila Viegas às 10:51 0 comentários

Algumas vezes, é preciso abrir mão da visão para poder enxergar melhor. Abrir mão no sentido de compreender, de forma consciente, que há um mundo fantástico a espera de ser explorado. Vendas nos olhos físicos por determinado período, forçosamente ou não, faz com que outros sentidos sejam apurados. É um mergulho em nosso próprio abismo, em nossa escuridão interior que tanto nos assusta. Isso é bom? Você pode estar se perguntando. Se há uma resposta, ou melhor, se existem diversas opções de resposta eu escolho a seguinte: “Em tudo, seja nas adversidades ou nos momentos tranquilos da vida, há sempre um lado bom”. E que mal há mergulhar no desconhecido em nós mesmos?  Por que temos tanto medo de explorar as brenhas das nossas florestas quase impenetráveis? A resposta óbvia seria: porque somos receosos com aquilo que não conhecemos.

Vou lhes contar minha experiência:

Devido a uma conjuntivite viral severa, permaneci durante cinco dias em uma escuridão total. As pálpebras inchadas não possibilitavam a abertura dos meus olhos e, mesmo assim, com as córneas lesionadas a fotofobia era intensa. Ali, no início de um período confuso, eu passei a não conseguir distinguir (em alguns momentos) se estava dormindo ou acordada e percebi o quanto sou dependente da visão. Não havia nada dentro da minha rotina que eu pudesse fazer: ler um livro, assistir TV, usar o computador, escrever, trabalhar, dirigir, caminhar sem a ajuda de alguém, etc. A situação me apresentou duas opções: o desespero total ou a busca por significados para esta vivência. Escolhi a segunda.

Nessas horas a gente aprende que não se pode controlar tudo. Nessas horas a gente percebe que o que nos resta é simplesmente ser. Nessas horas a gente passa a ouvir melhor, enxergar o que antes não se via... Assim resgatei a minha “espada justiceira” guardada no meu inconsciente infantil e pedi que me proporcionasse a tal “visão além do alcance” e, de olhos fechados, pude ver tantas coisas que a minha retina não seria capaz de codificar. Pude ver a mim mesma.

Não... Se pensas que estou romanceando uma doença, talvez você esteja lendo apenas com os seus olhos que, graças a Deus, estão enxergando o suficiente para esta conclusão (é preciso exercitar um olhar um pouco mais apurado). Não, não estou romanceando, estou lhe contando uma história, uma experiência que se expõe (aqui) muito aquém do que realmente é. Assim, eu percebi o real sentido da expressão “ver com outros olhos”. E, enquanto minha visão continua limitada, ainda sinto as marcas do que mudou em mim. Mesmo que tenhamos a tendência a não aceitar as adversidades, ao menos, é preciso buscar compreendê-las.

Faço sempre o melhor que posso, dou o meu melhor em cada situação. Se isso não corresponde com as expectativas do mundo ainda procuro superá-las, a diferença é que, com o tempo, aprendi a identificar meus limites e aprendi que o que está próximo ao meu campo de visão é muito pouco, é apenas um instante em relação à eternidade que habita em mim.
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