terça-feira, 28 de agosto de 2012

Lei de "Smurf" cor de goiaba!

Postado por Mila Olive às 14:04 0 comentários
Era uma vez 14L de textura que ficaram quase 01 ano aguardando uma parede que dissesse: "- Me lambuza toda! Me arranha! Me restaura inteirinha!". Eis que numa tarde de domingo, a parede do hall onde fica o lavabo se rendeu a tentação da textura cor de goiaba.

Já fazia um tempo, ou para ser mais exata, fazia 07 anos que ninguém aqui de casa aplicava textura. Mas, isso não foi impedimento para iniciar a aventura de melhorar uma das dezenas de paredes que precisam de uma recauchutada aqui na Mansão 'super' Bem Assombrada dos Viegas. O pensamento foi: "Bom, se a gente fizer essa parede ficar linda, vai dar motivação para reformar as outras!". Confesso que realmente deu um ânimo.

Quando começamos a aplicar a tal textura, percebi que talvez aqueles 14L não seriam suficiente para cobrir toda a parede. Fiquei imaginando ter que comprar outro "baldão" daquele e correr o risco de a cor vir ligeiramente diferente devido à mudança do lote. Até aí tudo bem! Nada que um móvel, uns quadros, algum artifício decorativo não disfarce.

Mas vamos deixar de bla bla bla e passar logo para as imagens...
Momento em que eu achei que a textura não fosse dar!

Na foto a cor parece puxada para o coral, mas eu achei (ao vivo) que tem mais a ver com o goiaba.


E assim, caros leitores, num puxa daqui estica dali... No afã de conseguir completar a parede inteira com os tais 14L da textura, eis que surge Murphy - que eu carinhosamente apelidei de Smurf para abstrair o ódio mortal da parede no final das contas.
Reparem no tantinho que faltou para acabar a parede!!! #ninguemmerece

Fabio tentando esconder a parte inacabada da parede com o balde de textura... rs

Resumo da ópera: adquirir mais textura, terminar a parece e torcer para a cor não vir tão diferente da que está! 

Aguardem cenas dos próximos capítulos...

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Lá e de volta outra vez... com novidades!!!

Postado por Mila Olive às 13:44 0 comentários
Oi gente! Voltei...

Bom, mas não vou ficar de bla bla bla explicando os motivos do sumiço. Vim falar sobre o meu mais novo projeto: sementeiras.

Faz um tempão que estou a fim de comprar aquelas sementinhas que vendem num saquinho para ter a experiência de vê-las germinar. Aliás, este é um bom método para exercitar a paciência e confesso que estou amando.

Assim fui toda serelepe comprar algumas sementinhas de flores, pois aqui em casa é tudo muito verde e sinto falta do colorido. Acabei ganhando umas sementes de tomates e pimentões. Comprei também terra adubada para iniciar meu plantio, mas não comprei aquelas sementeiras (as bandejinhas próprias para isso).

Quando cheguei em casa pesquisei sobre as necessidades de cada espécie que adquiri, entre elas: Balsamina, Dália, Crisântemo, Zínia, etc. Vi tudo sobre as condições de germinação, etc e tal. Daí me lembrei que eu guardo caixas de ovos e também tenho copinhos descartáveis de café. Vi a possibilidade de transformá-los em sementeira e fiz a experiência.

(Lembrando que é preciso ver as especificações no verso do saquinho de cada semente e, além disso, a sementeira não deve ser furada no fundo... Mantenha sempre a terra úmida - não abuse na rega! Para conseguir isso, ou seja, não afogar as pobrezinhas, eu uso um borrifador sempre que vejo a necessidade de umedecer a terra.)

Olhem que fofura os meus tomateiros em pleno desenvolvimento:


terça-feira, 3 de julho de 2012

Visão além do alcance!

Postado por Mila Olive às 10:51 0 comentários

Algumas vezes, é preciso abrir mão da visão para poder enxergar melhor. Abrir mão no sentido de compreender, de forma consciente, que há um mundo fantástico a espera de ser explorado. Vendas nos olhos físicos por determinado período, forçosamente ou não, faz com que outros sentidos sejam apurados. É um mergulho em nosso próprio abismo, em nossa escuridão interior que tanto nos assusta. Isso é bom? Você pode estar se perguntando. Se há uma resposta, ou melhor, se existem diversas opções de resposta eu escolho a seguinte: “Em tudo, seja nas adversidades ou nos momentos tranquilos da vida, há sempre um lado bom”. E que mal há mergulhar no desconhecido em nós mesmos?  Por que temos tanto medo de explorar as brenhas das nossas florestas quase impenetráveis? A resposta óbvia seria: porque somos receosos com aquilo que não conhecemos.

Vou lhes contar minha experiência:

Devido a uma conjuntivite viral severa, permaneci durante cinco dias em uma escuridão total. As pálpebras inchadas não possibilitavam a abertura dos meus olhos e, mesmo assim, com as córneas lesionadas a fotofobia era intensa. Ali, no início de um período confuso, eu passei a não conseguir distinguir (em alguns momentos) se estava dormindo ou acordada e percebi o quanto sou dependente da visão. Não havia nada dentro da minha rotina que eu pudesse fazer: ler um livro, assistir TV, usar o computador, escrever, trabalhar, dirigir, caminhar sem a ajuda de alguém, etc. A situação me apresentou duas opções: o desespero total ou a busca por significados para esta vivência. Escolhi a segunda.

Nessas horas a gente aprende que não se pode controlar tudo. Nessas horas a gente percebe que o que nos resta é simplesmente ser. Nessas horas a gente passa a ouvir melhor, enxergar o que antes não se via... Assim resgatei a minha “espada justiceira” guardada no meu inconsciente infantil e pedi que me proporcionasse a tal “visão além do alcance” e, de olhos fechados, pude ver tantas coisas que a minha retina não seria capaz de codificar. Pude ver a mim mesma.

Não... Se pensas que estou romanceando uma doença, talvez você esteja lendo apenas com os seus olhos que, graças a Deus, estão enxergando o suficiente para esta conclusão (é preciso exercitar um olhar um pouco mais apurado). Não, não estou romanceando, estou lhe contando uma história, uma experiência que se expõe (aqui) muito aquém do que realmente é. Assim, eu percebi o real sentido da expressão “ver com outros olhos”. E, enquanto minha visão continua limitada, ainda sinto as marcas do que mudou em mim. Mesmo que tenhamos a tendência a não aceitar as adversidades, ao menos, é preciso buscar compreendê-las.

Faço sempre o melhor que posso, dou o meu melhor em cada situação. Se isso não corresponde com as expectativas do mundo ainda procuro superá-las, a diferença é que, com o tempo, aprendi a identificar meus limites e aprendi que o que está próximo ao meu campo de visão é muito pouco, é apenas um instante em relação à eternidade que habita em mim.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Ainda de óculos escuros...

Postado por Mila Olive às 14:52 1 comentários

Então, no dia 20/06, retornei ao HOSB (Hospital de Olhos Santa Beatriz). Ressaltando que já não conseguia enxergar muito, meu filho foi para a casa da avó, pois eu já não tinha mais condições de dirigir, etc. e tal. 


Eu que pensei que os primeiros dias de conjuntivite tivessem sido os piores da minha vida (sem exagero!) até então, acabei compreendendo o que o médico da semana anterior disse: "- Senhora, não vou mentir, mas vai piorar!"


Piorou horrores!!! Meus olhos começaram a inchar de forma que eu não conseguia mais abri-los. Meu organismo começou a produzir as tais membranas que precisam ser raspadas e iniciamos essa temporada: raspagens diárias nos dois olhos.


Passei os cinco dias seguintes sem conseguir enxergar absolutamente nada, precisando ser amparada pela minha mãe e meu marido. Além de não enxergar, as dores não cessavam e continuei com analgésicos e anti-inflamatórios. Não consigo descrever a sensação de ficar sem ver nada!


As raspagens são dolorosas. As membranas produzidas pelo meu organismo estavam muito aderidas à córnea e, a cada tentativa de retirada, sangrava. Resultado: como sequela "ganhei" uma lesão na córnea direita que tem dificultado (ainda) a minha visão. 


Ainda não tive alta. Hoje, inclusive, tenho uma nova consulta lá no HOSB para ver se permaneço em perigo de contágio. Na última consulta o médico me explicou que minhas duas córneas estão "desconfiguradas", arranhadas e é por isso que estou tendo dificuldades para enxergar com nitidez - fora a ceratite (a lesão na córnea direita) que deverá ser observada e tratada ao longo do tempo.

Minha situação atual é essa: enxergando muito pouco do olho direito, e enxergado um pouco melhor do esquerdo. Ainda aguardando pareceres médicos.

E vou levando os dias com paciência...

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Quem não tem colírio usa óculos escuros...

Postado por Mila Olive às 15:14 0 comentários
Imagem daqui!
Fase complicada de doenças aqui em casa. Agora chegou a minha vez de guerrear contra uma conjuntivite viral que se apossou do meu ser desde o dia dos namorados (é mole?!). Começou como toda conjuntivite começa: coceira no olho (meu caso foi o esquerdo), ardência, desconforto e bla bla bla. Desde criança que não tenho isso, mas assim que surgiram os sintomas eu reconheci a moléstia.

Já sabia de parte do diagnóstico quando, no mesmo dia, cheguei ao Hospital de Olhos. O médico pingou um coliriozinho colorido e pôs um "holofote" no meu olho. O maior desafio é que eu já estava com uma sinusite de matar, então juntou tudo. Munida dos meus lencinhos de papel, assuava o nariz e a coriza vinha tingida de amarelo-limão (cor do tal colírio). Resultado inicial: 04 dias afastada do trabalho.

Confesso que foram os piores quatro dias da minha vida nesses últimos meses. Fiquei de cama, com um olho fechado e o outro aberto, pálpebras inchadas e sensíveis, fotofobia, ressecamento, colírios de 4 em 4 horas (6 da manhã, 10 da manhã, 2 da tarde, 6 da tarde, 10 da noite e 2 da manhã) sem descanso, sem pular horários... Tudo acreditando que hoje eu estaria 100%.

Foi piorando, piorando e... Contaminou o olho direito. Era o que faltava!

Voltei ao hospital no sábado (dia 16). Novamente o coliriozinho colorido e o médico nada otimista:

- Senhora, não vou mentir, mas vai piorar!

Epa, como assim? Realmente percebi que não estava melhorando nada. E, foi então que ele diagnosticou a presença do tal vírus que tem deixado boa parte da população enxergando embaçado (epidemia braba).
Resultado: mais 07 dias afastada do trabalho.

Por incrível que pareça, apesar da minha fama de bagunceira, sou muito organizada no trabalho. Sei de tudo o que acontece, porque mantenho minha agenda sempre atualizada. Anoto o que foi feito, o que ficou por fazer, o que é prioridade e tudo o mais. Assim, entre mortos e feridos, meus alunos não ficaram na mão. Como eu gostaria de poder continuar com minha rotina cansativa e estressante! Saudades de tudo isso.

Hoje precisei levar meu filho para a escola (ele faltou 03 dias por minha causa). Tive que dirigir mesmo com os olhos inchados e doloridos... E assim será por toda essa semana. Tenho procurado me manter isolada das pessoas para não transmitir a doença e tomado certos cuidados para que meu filho não a contraia. Santa Luzia, rogai por nós!

Não sei dizer ao certo o que tem sido pior nisso tudo. Essa conjuntivite tem acabado comigo. Dores no corpo, garganta inflamada... Só não tive febre, graças a Deus! Então, estou à base de colírios, compressas e analgésicos. O ruim da conjuntivite viral é que não existe tratamento específico, se fosse bacteriana eu já estaria boa faz tempo. Quarta-feira, dia 20, terei que voltar ao hospital para uma nova análise, rezando para não precisar fazer raspagem.

É uma pena! Hoje era o dia de ir para o atelier pintar um bocado, mas nem posso fazer isso nem em casa, já que a minha visão está bem comprometida. Venho ao computador o mínimo possível. Na verdade, só venho para não passar muito tempo deitada e piorar as dores no corpo. Não posso ler livros, nem assistir tv por muito tempo... não posso deitar em qualquer posição por causa da pressão nos olhos. Não posso limpar minha casa, nem fazer comida, nem cuidar do meu jardim. Em momentos assim, a única coisa que posso fazer é SER e me manter otimista.

Colírios, óculos escuros e um sistema imunológico em guerra!!

domingo, 10 de junho de 2012

E em plena sexta-feira...

Postado por Mila Olive às 19:58 1 comentários

from google



... fiquei de molho total!

A sinusite piorou horrores. Joguei minha carcaça na cama e fiquei em companhia dos meus inseparáveis lencinhos de papel. Eu tinha alguns planos, um deles era terminar dois quadros, mas do jeito que o nariz estava em estado lastimável resolvi não atiçar minha áreas odoríferas já obstruídas com o cheiro da tinta a óleo. Não pintei L!

A chuva não deu tréguas e o máximo que consegui fazer foi lavar a louça do almoço. Eu daria tudo e mais um pouco por uma sexta-feira ensolarada, mas fiquei feliz pela terra molhada e pelo meu jardim que ainda guarda muitas promessas coloridas.

Em um dos lados do pergolado que estamos construindo na lateral da casa onde ficará o canil (a tão esperada casinha própria de três dos cinco cachorros), os dois-amores estão florescendo em mil tons de rosa. Fadas e gnomos já foram convidados a habitarem o local.

Feriado... chuva com rajadas de vento e a busca incansável pelo caminho que leva à Nárnia.

Postado por Mila Olive às 19:39 0 comentários

google


E aqui na Terra do Sol, o astro-rei resolveu tirar férias lá em Recife (como disse a minha amiga Yara) e me deixou com cestos transbordantes de roupas sujas. Como lá fora o vendaval corria uma maratona e a chuva estava encharcando até os passarinhos, resolvi tentar encontrar o caminho para Nárnia no meu closet.

Gente, quando eu abri a porta do closet, a primeira coisa que me veio em mente foi: “Será que eu sou uma daquelas pessoas acumuladoras que aparecem na televisão?”... Estava um fuzuê de meter medo! Eu mal conseguia transitar e enxergar o carpete. Malandramente, comecei a arrumação de fora para dentro, ou seja, arrumei o quarto, troquei as roupas de cama, varri, passei aspirador de pó... pra dizer a verdade, varri até as paredes... hehehehe. Em seguida, parti para o banheiro da suíte. Deixei a bancada da pia brilhando, arrumei todos os creminhos, perfumes, etc. e tal.

Aos poucos, fui reunindo coragem e força para atacar o closet caótico. Em pleno feriado éramos eu e uma sinusite nojenta que resolveu me atacar. Meu nariz estava tão vermelho que me senti o próprio Rudolf (A Rena “viada” do nariz vermelho, lembra?). No rádio, tocava músicas das antigas. Vassouras de um lado, aspirador do outro, lencinho para assuar o nariz de vez em quando, sacolas para separar o “joio do trigo”... Nárnia aí vou eu!

Primeiro, consegui localizar o carpete. Várias meias órfãs ficaram reunidas num canto, num espaço destinado a elas na esperança de algum dia encontrarem seus pares perfeitos. Algumas viraram paninho de tirar poeira, outras acabaram tendo que se contentar com outros pares meio tortos. Enfim... a empreitada foi mais rápida do que eu pensei. Não encontrei o caminho para Nárnia, mas consegui me encontrar numa organização básica.

Lá fora, as árvores uivavam ao sabor do vento forte, a chuva respingava nas vidraças, as ondas do mar pareciam quebrar no meu quintal. Aqui dentro só calmaria, aquela paz com cheiro de lavanda. E foi assim que a quinta-feira passou. 
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